O lixão da Vila Joaniza e o papel da Comlurb

Na segunda-feira (12), este blog divulgava a reportagem que o RJTV 1ª Edição (RJ Móvel) fez sobre o aterro improvisado na Vila Joaniza, na Ilha do Governador (veja a matéria completa no vídeo ao lado). Na postagem de hoje, vou tentar expor a minha opinião a respeito desse caso, destacando, principalmente, o que vem acontecendo com a Comlurb.

1. Numa edição do jornal Estado de São Paulo, descobri que a média de geração de lixo no Brasil hoje é de 1,152 kg por habitante por dia, padrão que chega a ser próximo aos dos países da União Europeia, cuja média é de 1,2 kg por dia por habitante. Nos Estados Unidos, esta média chega a 2,8 kg/dia. No Rio-Capital, esta média chega a 1,617 kg/dia, estando a frente de São Paulo, com 1,259 kg/dia, e atrás de Brasília, com 1,698 kg de resíduos coletados por dia. Portanto, no Rio-Capital são gerados 1,617 kg de lixo por habitante por dia.

2. Eu já havia abordado aqui anteriormente o que poderia significar a mudança de status da Comlurb de empresa autônoma (alcançada com a sua profissionalização em 1993 na gestão do ex-prefeito Cesar Maia) para uma empresa subordinada a nova Secretaria municipal de Conservação e Serviços Públicos, de acordo com o Decreto 31.916/23/02/10. Trata-se de uma mudança preocupante, pois a Comlurb passa a um terceiro escalão da prefeitura, mesclando inclusões políticas ao exercício profissional. Pode ser um perigo! Todos nós sabemos que a Comlurb é mais que uma empresa de conservação.

3. Consequências desta mudança estrutural: Em dezembro de 2008, a Comlurb tinha 15 mil funcionários. Agora tem 20 mil. Recebeu ordem para criar 50 cargos em comissão em 4 turmas para abastecer a secretaria de conservação. Já criaram 11, e já são 50 mil reais.

4. Outro problema é o que está havendo com os Garis Comunitários. Como vimos na reportagem, está ocorrendo uma falta de coleta de lixo na Vila Joaniza, o que acabou gerando a criação de um lixão improvisado. Como disse o presidente da Associação de Moradores local, existem apenas dois garis para uma comunidade com quase 4 mil moradores. Dessa forma, não consegue atender a demanda de lixo! A decisão do Tribunal Superior do Trabalho, que determinou o afastamento imediato de todos os garis comunitários com a alegação de que estes tem que ser agora funcionários concursados da Comlurb, prejudica – e muito – o trabalho de coleta de lixo dentro das comunidades, visto que existem lugares de difícil acesso nestes locais que a Comlurb não entra. É importantíssima essa parceria Prefeitura + Comunidades. Tal decisão deu no que deu, e as comunidades é que sofrem no final das contas – e a Vila Joaniza terá que esperar até dezembro para resolver o problema do lixão. Arghhh!.

5. A Prefeitura do Rio precisa tomar providências com relação a este caso, principalmente porque o aterro está próximo da pista do Aeroporto Internacional Tom Jobim. Se um Terminal Pesqueiro na Ribeira já é perigoso para o tráfego aéreo na região, imagina um lixão na Vila Joaniza? Não queremos um novo Morro do Bumba! Atenção, prefeito Eduardo Paes!

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Wednesday, July 14th, 2010 Outros

2 Comentários em O lixão da Vila Joaniza e o papel da Comlurb

Basquete no Corredor Esportivo do Moneró
21/07/2010

A Comlurb é uma empresa municipal que melhor presta seus serviços a nós, apesar ainda de ter que melhorar,

mas naquela parte do Galeão não,

reportagens anteriores em várias jornais já mostraram o abandono daquela parte da Ilha.

David
22/07/2010

isso só não acontece em SJM na Ilha também

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